Conjunto de Grandes Vinhos do Mundo
Nada melhor do que uma volta ao mundo para alargar os horizontes enológicos!
Neste conjunto, selecionámos quatro vinhos que representam o que de melhor se faz pelo mundo. Castas clássicas levadas para regiões pouco habituais: esta combinação promete surpreender!
🍷 Nota: os vinhos ou as colheitas podem variar consoante a disponibilidade dos nossos viticultores parceiros. Atualizaremos esta página em conformidade!
Château Musar Jeune Rouge
- Produtor e nome do vinho: Château Musar, Jeune Rouge
- Denominação: Vale do Bekaa
- Região: Líbano, Jounieh, Vale do Bekaa
- Castas: Cinsault 50%, Syrah 30%, Cabernet Sauvignon 20%
- Colheita: 2020
- Cor do vinho: Tinto - Vermelho-rubi com lágrimas fluidas
- Intensidade da cor: Cor muito intensa
O aroma é muito agradável, com notas de fruta fresca, groselha-preta, groselha-vermelha e um toque de especiarias delicadas.
- Corpo: 5/6 - Encorpado
- Taninos: 3/6 - Equilibrados
- Açúcar: 2/6 - Seco
- Acidez: 3/6 - Fresco
- Álcool: 6/6 - Generoso (14,5%)
- Persistência na boca: 4/6 - Bastante longa (7-8 s)
Na boca, destaca-se pela redondez e riqueza da fruta (morangos silvestres, pequenos frutos vermelhos...), com taninos firmes mas perfeitamente integrados e um final macio que harmoniza o conjunto.
Um vinho para acompanhar charcutaria, carnes vermelhas, aves, caça, pratos com cogumelos, churrascos e pratos orientais picantes.
Villa Maria Private Bin Sauvignon Blanc
- Produtor e nome do vinho: Villa Maria Estate, Private Bin Sauvignon Blanc
- Denominação: Marlborough
- Região: Nova Zelândia, Ilha do Sul, Marlborough, vales de Wairau e Awatere
- Castas: Sauvignon Blanc
- Colheita: 2022
- Cor do vinho: Branco - Uma bela cor amarelo-palha.
- Intensidade da cor: Belos reflexos brilhantes.
Os aromas característicos do clima fresco de Awatere saltam ao nariz: sentem-se erva-príncipe, malagueta jalapeño e ervas frescas. Notas jovens e frescas, quase vibrantes.
- Corpo: 2/6 - Leve
- Taninos: 0/6 - Ausentes
- Açúcar: 2/6 - Meio-seco
- Acidez: 5/6 - Marcante
- Álcool: 3/6 - Discreto (13,5%)
- Persistência na boca: 3/6 - Elegante (4 s)
Na boca, é suculento, com notas de toranja refrescante, raspa de lima e combava (um citrino). Apresenta uma agradável persistência na boca. Um vinho perfeito para o aperitivo, a servir fresco nos dias quentes de verão.
Os aromas de ervas frescas harmonizam-se bem com a maioria das saladas, enquanto os aromas tropicais mais maduros combinam com muitas receitas de peixe. Sugestão do chef: este vinho realçará subtilmente uns mexilhões ao vapor com erva-príncipe e malagueta...
Ernst Gouws & Co
- Produtor e nome do vinho: Ernst Gouws & Co, Chenin Blanc
- Denominação: Stellenbosch
- Região: África do Sul, Cabo Ocidental, Região Costeira, Stellenbosch
- Castas: Chenin 100 %
- Colheita: 2022
- Cor do vinho: Branco - Cor de palha com reflexos verdes.
- Intensidade da cor: Aspeto brilhante e luminoso.
O aroma apresenta notas calcárias e de pera sumarenta, misturadas com subtis toques acidulados e aromas intensos de citrinos.
- Corpo: 2/6 - Leve
- Taninos: 0/6 - Ausentes
- Açúcar: 0/6 - Muito seco
- Acidez: 5/6 - Muito fresco
- Álcool: 2/6 - Discreto (12,5%)
- Persistência na boca: 2/6 - Delicada (4 s)
Um vinho que conquista toda a gente com a sua explosão de fruta no aroma e na boca.
Oferece um equilíbrio ideal entre concentração, delicadeza e frescura. A personalidade franca e revigorante deste Chenin Blanc seco é verdadeiramente encantadora!
A sua delicadeza permite apreciá-lo como aperitivo, com carnes brancas (frango com cogumelos, galinha-d'angola...) ou com deliciosos queijos frescos.
Hacienda Araucano - Clo de Lolol
- Produtor e nome do vinho: Hacienda Araucano, Clo de Lolol
- Denominação: Colchagua
- Região: Chile, Vale Central, Vale de Rapel, Vale de Colchagua
- Castas: Syrah 35%, Carménère 25%, Cabernet Franc 20%, Cabernet Sauvignon 15% e Petit Verdot 5%
- Colheita: 2020
- Cor do vinho: Tinto - Vermelho profundo e brilhante, com reflexos púrpura.
- Intensidade da cor: Cor profunda, bastante intensa.
O aroma é fresco e elegante, com notas de compota de frutos negros e tabaco, mas também de especiarias como canela e cravinho.
- Corpo: 4/6 - Encorpado
- Taninos: 4/6 - Firmes
- Açúcar: 0/6 - Muito seco
- Acidez: 3/6 - Fresco
- Álcool: 4/6 - Quente (14,5%)
- Persistência na boca: 6/6 - Muito longa (>10 s)
É um vinho que se revela por etapas, evidenciando a complexidade deste lote, com notas de couro, pimenta branca e alcaçuz em segundo plano. O conjunto é equilibrado por uma intensidade aromática que testemunha a elegância do vale de Lolol.
É um vinho bem equilibrado que pode acompanhar caça com molho de vinho ou carne vermelha grelhada no churrasco...
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Gosta de vinho, mas o vinho não parece gostar de si. Por mais que cheire as rolhas à procura de eventuais defeitos, só sente o cheiro da cortiça. Observa, mas não vê nada; cheira, mas não sente nada; prova, mas não saboreia nada… Será o rosé uma mistura de tinto e branco? Ainda há um longo caminho a percorrer, mas com treino e muitas provas há de lá chegar!
Vontade de se tornar um verdadeiro mestre da degustação não lhe falta; falta-lhe treino. Aspira a ser sommelier, não há dúvida, mas os seus sentidos ainda não estão suficientemente apurados e todos os vinhos lhe sabem mais ou menos ao mesmo. Mas não desanime: se Bach conseguiu tornar-se um virtuoso da música apesar de ser surdo, há esperança de que um dia consiga distinguir um Chardonnay de um champanhe. Treine o nariz e o paladar: é esse o segredo!
Talvez passe demasiado tempo a decifrar o rótulo e pouco tempo a analisar o conteúdo do seu copo de prova INAO. Mas tem espírito de aventura: sente curiosidade por tudo e explora sem medo a selva das vinhas, de catana em punho. Engana-se, perde-se, cai, mas volta sempre a levantar-se. Tem o entusiasmo de quem está a caminho de se tornar enólogo: não desanime, está na rota certa dos vinhos!
Já pertence à ordem dos bons vinhos. Talvez ainda não seja um grão-mestre da arte de provar vinhos, mas tem a disciplina e a curiosidade necessárias para lá chegar. Pode ainda não distinguir as notas subtis de yuzu no final da segunda passagem pelo nariz de um vinho obscuro com uma mineralidade exacerbada, mas sabe ao certo do que gosta e do que não gosta — e isso já é muito!
A precisão da sua prova roça a feitiçaria. Até parece que caiu num barril de carvalho quando era criança! Domina a arte da enologia, conhece as técnicas mais avançadas e tem os sentidos tão apurados como os de um sommelier profissional. Tem muita experiência, é o mínimo que se pode dizer… Já não lhe falta muito para atingir a perfeição absoluta!
É o Mozart da degustação, o Picasso das caves de Pomerol, o Einstein da harmonização de um Savagnin velho com um Comté curado durante 36 meses e uns grãos de sal! Basta-lhe um olhar para distinguir a mourvèdre da tannat. A subtileza dos seus sentidos atingiu um nível divino: em poucos segundos, deteta os aromas mais inesperados em qualquer garrafa. Passou para o outro lado da barreira: já não se limita a provar o vinho, escreve-lhe o destino.
O cantinho dos conhecedores
Em enologia, fala-se de vinhos do Velho Mundo quando são produzidos em regiões vitivinícolas tradicionais, como a Europa e o Médio Oriente.
Já no Novo Mundo, a atividade vitivinícola é mais recente, como acontece nas Américas e em África. Será capaz de identificar a que categoria pertencem os quatro vinhos deste conjunto?