Inicie-se na arte da prova de vinhos

Antes de saborear os seus vinhos, dedique um momento a ver o nosso vídeo de iniciação à prova. Em poucos minutos, aprenderá a identificar os aromas, os sabores e os segredos do vinho. Uma ótima forma de enriquecer a sua experiência de prova e de a aproveitar ao máximo!

Como preencher a sua ficha de prova?

Refais cette fiche pour les spiritueux : Compléter une fiche de dégustation peut s'avérer plus difficile que prévu. Heureusement, l'équipe Flakon vous a concocté un guide pas-à-pas pour bien cerner tous les termes du jargon œnologique et compléter vos fiches comme des pros !

Suivez les étapes du guide pour remplir vos quatre fiches de dégustation. Commencez bien par les vins les plus légers et terminez par les plus puissants. Vous pouvez vous référer à notre guide de la dégustation parfaite pour de plus amples détails.

Une fois votre fiche complétée, flashez le QR code sur le dépliant de présentation pour accéder à la correction détaillée de chaque fiche. Comptez vos points en fonction des résultats et vous obtiendrez votre note !

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O bilhete de identidade do vinho

Antes de mergulharmos no fascinante universo da prova de vinhos, vamos descobrir os elementos essenciais que compõem o bilhete de identidade de um vinho e nos ajudam a apreciar e compreender melhor a sua origem e as suas características.
{br>Eis os termos essenciais que deve conhecer para se tornar um verdadeiro conhecedor!

O conjunto de atributos que compõem a identidade única de um vinho. Em geral, inclui o nome da propriedade, a região, a casta, a denominação de origem (e a classificação, se existir), o ano de colheita e, por vezes, a cuvée ou até uma particularidade da vindima ou da vinificação.

Exemplo: um Alsace grand cru Eichberg vendanges tardives Riesling é identificado pela região, que o situa (a Alsácia), pela denominação de origem, que atesta a sua qualidade (grand cru Eichberg), pelas particularidades da vindima, que indicam certas qualidades do vinho (vindima tardia), e pela casta, que dá uma ideia do tipo de vinho (Riesling).

O nome da propriedade vitivinícola onde o vinho é produzido.

Exemplo: o Domaine de la Romanée-Conti (ou DRC) é um dos mais prestigiados de França e do mundo.

Uma denominação que garante a origem e a qualidade do vinho, nomeadamente através de um caderno de especificações.

Exemplo: a AOC Bordeaux indica que o vinho provém da região de Bordéus e respeita as regras de produção da região.

A zona geográfica onde as uvas são cultivadas e o vinho é produzido.

Um terroir é uma área específica onde fatores culturais (saberes e técnicas) se combinam com fatores naturais (clima, exposição, solos…), dando origem às características particulares de um vinho. 

Atenção: uma região vitivinícola não corresponde necessariamente a uma região administrativa.

Exemplo: a Borgonha, Bordéus e a Alsácia estão entre as regiões vitivinícolas mais emblemáticas de França.

A variedade de uva utilizada para produzir o vinho. Existem 210 castas diferentes em França, mas 10 delas representam 70% da produção francesa.

Um vinho pode ser feito de uma só casta, sendo monocasta, ou de uma mistura de várias castas, chamada lote.

Exemplo: a Cabernet Sauvignon, a Merlot e a Cabernet Franc são as castas emblemáticas dos tintos de Bordéus.

A Pinot Noir e a Chardonnay são as castas emblemáticas dos vinhos da Borgonha (dos tintos e dos brancos, respetivamente).

O ano em que as uvas foram colhidas.

Exemplo: um vinho da colheita de "2015" foi produzido com uvas colhidas em 2015. O ano pode dar uma ideia da qualidade do vinho, pois alguns anos são melhores do que outros para o cultivo da uva, consoante as condições meteorológicas.

Como identificar a idade de um vinho pela sua cor?

Consulte também o separador Cor do vinho.

O tinto:

Num vinho tinto, quanto mais a cor se aproximar do vermelho vivo ou até do violeta, mais jovem e imaturo será o vinho. Os taninos podem então ser muito intensos, por vezes adstringentes, e carecer de maturidade e, por isso, de subtileza.

Pelo contrário, quanto mais a cor tender para o vermelho-acastanhado, semelhante à cor do tijolo, mais velho será o vinho. Se tiver envelhecido bem, os taninos serão mais potentes, mas sem adstringência; preencherão a boca e revelarão sabores subtis e complexos.

O branco:

Num vinho branco, quanto mais clara for a cor, quase transparente e por vezes com reflexos verdes, mais jovem, vivo e fresco será o vinho.

Pelo contrário, quanto mais a cor tender para o âmbar e depois para o dourado, mais velho será o vinho, com predomínio de notas de frutos secos, mel e cera.

O que é um vinho sem indicação de ano de colheita?

É um vinho que não está especificamente associado a um determinado ano de colheita. É frequentemente produzido a partir de uma mistura de vinhos de diferentes anos, para manter uma certa consistência de sabor e qualidade.

  • Um vinho tinto vermelho vivo, ligeiramente violáceo, é um vinho jovem;
  • Um vinho tinto vermelho-cereja está em evolução. Pode ser consumido, mas ainda não atingiu a plena maturidade;
  • Um vinho tinto com bonitas nuances alaranjadas está pronto a beber. Se for um vinho de guarda, esta cor indica o início da sua evolução;
  • Um vinho tinto cor de tijolo ou castanho é um vinho velho que deve ser bebido sem demora.
  • Um vinho pálido, quase transparente, é um vinho muito jovem;
  • Um vinho amarelo com bonitos reflexos esverdeados é um vinho que ainda não começou a evoluir;
  • Um vinho amarelo-palha é um vinho que atingiu a maturidade;
  • Um vinho amarelo-dourado, com reflexos acobreados, pode ser um vinho seco muito evoluído ou um vinho doce que atingiu a maturidade;
  • Um vinho amarelo-acastanhado é um vinho oxidado.

O aspeto visual

A primeira etapa da prova faz-se com os olhos: observe o aspeto visual do vinho para obter as primeiras informações visíveis.

1. Seque bem os copos de prova para evitar manchas de água e garantir que o vidro fica perfeitamente transparente.

2. Instale-se numa divisão bem iluminada por luz natural.

3. Tenha à mão um pano branco liso.

4. Incline o copo sobre o pano e rode-o suavemente para observar o aspeto visual do vinho nas melhores condições.

O aspeto visual do vinho, especialmente a sua cor, é designado por «robe». Varia, naturalmente, consoante o tipo de vinho, mas também as castas, os terroirs e os climas. Um observador atento pode, assim, deduzir características geográficas e qualitativas do vinho antes mesmo de o provar!

Mais ainda, a cor do vinho evolui com o tempo. Assim, um olhar atento pode estimar a idade do vinho pelas variações da cor.

Na prática:

Vinhos tintos

  • vermelho vivo ligeiramente violáceo: é um vinho jovem.
  • vermelho-cereja: o vinho está em plena evolução; ainda não atingiu a maturidade, mas pode ser consumido.
  • vermelho com nuances alaranjadas: o vinho está pronto a beber; se for um vinho de guarda, está a começar a evoluir.
  • vermelho-acastanhado a cor de tijolo: está na altura de o beber.

Vinhos brancos

  • amarelo-pálido, quase transparente: o vinho é muito jovem.
  • amarelo com reflexos ligeiramente esverdeados : o vinho ainda não evoluiu.
  • amarelo-palha: é um vinho que atingiu uma boa maturidade.
  • amarelo-dourado acobreado: se for um vinho seco, está bastante evoluído. Se for um vinho doce, atingiu a maturidade.
  • amarelo-acastanhado: é um vinho oxidado.

Vinhos rosés

  • rosa-pálido, quase incolor: é um vinho obtido por prensagem.
  • rosa-salmão: o vinho é frutado e jovem; pode ser bebido.
  • rosa-alaranjado : é um vinho que está a envelhecer.

A intensidade da cor, ou a limpidez do vinho, revela o seu estado e, por conseguinte, o seu potencial de guarda.

Na prática:

  • brilho do vinho. Pode ser luminoso, fresco, intenso, cintilante, baço, apagado ou oxidado, revelando o grau de acidez do vinho (um brilho muito intenso é frequentemente sinal de acidez elevada, sobretudo num vinho branco).
  • limpidez do vinho. O vinho pode ser límpido, luminoso, transparente, opaco, sujo, turvo ou enevoado. Mas atenção! Uma cor turva não significa necessariamente que haja um defeito. O produtor pode simplesmente ter optado por não filtrar o vinho.
  • intensidade da cor. Pode ser pálida, intensa, escura, aveludada, forte, densa, insuficiente, pobre ou fraca. A intensidade da cor de um vinho fornece indicações valiosas sobre a sua origem (nomeadamente as castas) e o seu ano de colheita.
  • luminosidade do vinho. Pode ser cristalina, brilhante, intensa, mate, baça ou apagada, o que também revela o seu grau de acidez.

O nariz

Après avoir observé, il est temps de sentir. Beaucoup de qualités du vin se révèlent au nez du fait de l'étendue de la palette aromatique perçue par l'homme.

1. Portez le verre à votre nez sans le remuer pour sentir le premier nez. C'est l'occasion de sentir les principaux arômes, les plus volatils qui vont vite s'échapper du verre et disparaître.

2. Remuez le verre en cercles concentriques pour oxygéner le vin et ainsi révéler les arômes moins volatils, encore fermés.

3. Portez à nouveau le verre à votre nez : c'est le deuxième nez. Prenez votre temps pour humer et faites appel à votre mémoire olfactive. C'est un travail difficile au début.

Agora, vamos explorar as diferentes categorias de aromas que poderá encontrar nas suas provas. Estes aromas, tão variados quanto surpreendentes, são essenciais para apreciar e compreender as subtilezas de cada vinho.

Mergulhe connosco neste universo olfativo e enriqueça as suas experiências de prova!

Os aromas florais evocam flores ou notas perfumadas.

Exemplo: um vinho com aromas de rosa ou violeta.

Os aromas vegetais lembram plantas, ervas ou legumes.

Exemplo: um vinho com notas de erva acabada de cortar ou pimento verde.

Os aromas frutados evocam fruta fresca, cozida ou seca.

Exemplo: um vinho com aromas de cereja, maçã ou frutos secos, como o figo.

Os aromas especiados lembram especiarias e condimentos.

Exemplo: um vinho com notas de pimenta-preta, canela ou cravinho.

Os aromas minerais remetem para odores associados à terra, à pedra ou à areia.

Exemplo: um vinho com notas de pedra de isqueiro ou sílex.

O aroma amadeirado remete para o cheiro da madeira, muitas vezes do carvalho, devido ao estágio em barricas de carvalho.

Estas notas amadeiradas podem lembrar aromas de torrefação, evocando café e chocolate, ou até pão torrado! São os chamados aromas empireumáticos.

Exemplo: um vinho com notas de carvalho, torrada ou chocolate negro.

Os aromas animais evocam odores associados aos animais ou a produtos de origem animal.

Exemplo: um vinho com notas de couro, carne fumada ou almíscar.

Os aromas químicos são odores desagradáveis ou indesejáveis que podem indicar um problema no vinho. Nesse caso, fala-se de um vinho com defeito.

Exemplo: um vinho com notas de vinagre, de rolha contaminada (sabor a rolha) ou de enxofre.

A boca

Chegou finalmente a hora de provar! A última etapa da prova permite identificar os sabores e a textura do vinho, apreciar os aromas de outra perspetiva e avaliar a estrutura (taninos, corpo, persistência).

1. Tome um pequeno gole e faça o vinho circular na boca. O vinho deve cobrir toda a boca para estimular todas as papilas gustativas.

2. Concentre-se nas primeiras sensações, que constituem o ataque. A doçura e a efervescência são geralmente as primeiras características a ser percecionadas (se o vinho for meio-doce ou espumante).

3. Mantenha o vinho na boca para apreciar a estrutura e os sabores à medida que evoluem. Não hesite em fazê-lo circular na boca, pressionando a língua contra o palato para sentir o corpo do vinho.

4. Faça entrar um pouco de ar na boca enquanto prova o vinho, para percecionar os aromas por via retronasal. A combinação de sabores e aromas forma as sensações gustativas e olfativas, que também evoluem.

5. Engula ou cuspa o vinho e concentre-se na persistência dos aromas na boca: é o final.

O corpo de um vinho refere-se à sensação de peso e de riqueza na boca. Também se fala de volume, constituição ou estrutura. Em suma, como é que o vinho ocupa a boca, como se apresenta e que textura tem?

O corpo do vinho assenta na sua acidez, na sua untuosidade (álcool e doçura), nos seus taninos (nos tintos) e/ou na sua doçura (nos brancos meio-doces).

O vinho pode ser:

0: fraco

1: leve

2: macio ou redondo

3: estruturado (equilibrado)

4: encorpado

5: potente

6: muito encorpado

Os taninos são compostos presentes nos vinhos tintos que provocam uma sensação de adstringência (contração das mucosas) e de secura na boca.

Não são detetados pelo paladar, mas pelas papilas táteis: a reação com a saliva faz com que evoluam ao longo da prova. Por isso, mantenha o vinho na boca e faça-o circular durante pelo menos oito segundos!

Os taninos são avaliados pela sua intensidade (de macios a duros) e pela sua qualidade (de finos a grosseiros). Para os apreciar, prove o vinho e observe a sensação na língua e nas gengivas.

Algumas castas são conhecidas pelos seus taninos muito leves (como a Cinsault ou a Pinot Noir) e outras pela sua aspereza (como a Cabernet Sauvignon e a Malbec).

Os taninos podem ser:

0: ausentes (brancos e rosés)

1: suaves

2: integrados

3: sedosos (equilibrados)

4: firmes

5: intensos

6: adstringentes

O teor de açúcar (ou doçura) é determinado pela quantidade de açúcar inicialmente presente nas uvas e eventualmente adicionada ou produzida durante a vinificação. O efeito no paladar é o mesmo que em qualquer alimento: sente-se na boca uma doçura mais ou menos acentuada.

O doce é o primeiro sabor sentido na boca. Deve atenuar-se ao longo da prova. Em conjunto com o álcool, define a untuosidade do vinho (nos brancos secos e nos tintos): a sensação de álcool é intensificada pela doçura e vice-versa. Formam, assim, uma estrutura comum.

Nos brancos meio-doces, a doçura é avaliada separadamente, pois o açúcar tem uma presença muito marcada nestes vinhos.

Um vinho pode ser seco (pouco açúcar), meio-seco, meio-doce ou doce (muito açúcar). Prove o vinho e avalie a sensação de doçura no paladar.

O vinho pode ser:

0: árido (sem açúcar ou quase)

1: seco

2: meio-seco

3: aveludado (equilibrado)

4: meio-doce

5: doce

6: muito doce

A acidez de um vinho é percetível através de uma sensação de frescura na boca. Para a avaliar, prove o vinho e repare se sente na língua uma sensação viva e refrescante.

Tal como os taninos, a acidez pode contrair as mucosas e provocar uma sensação de aspereza no fundo da boca.

Ajuda a equilibrar a untuosidade, proporcionando uma frescura que contrasta com a riqueza do açúcar e do álcool.

O vinho pode ser:

0: insípido (quase sem acidez, embora todos os vinhos sejam tecnicamente ácidos)

1: subtil

2: macio

3: fresco (equilibrado)

4: vivo

5: muito ácido

6: agressivo (ou verde)

O teor alcoólico de um vinho está geralmente indicado no rótulo. Durante a prova, manifesta-se por uma sensação de calor na boca. Quanto mais alcoólico for o vinho, mais acentuada será essa sensação.

O álcool anda a par da doçura: quando está demasiado presente, provoca uma sensação de peso.

O vinho pode ser:

0: insípido (muito pouco alcoólico)

1: leve

2: discreto

3: generoso (equilibrado)

4: quente

5: inebriante

6: excessivamente alcoólico

A persistência na boca refere-se ao tempo durante o qual os sabores e os aromas do vinho permanecem na boca depois de o engolir.

A persistência na boca pode ser curta, média ou longa. Considera-se que um bom vinho deve ter uma persistência na boca suficiente.

É medida em caudalias (1 caudalia = 1 segundo).

A persistência pode ser:

0: nula (0 s)

1: curta (1–2 s)

2: relativamente curta (3–4 s)

3: média (5–6 s)

4: relativamente longa (7–8 s)

5: longa (9–10 s)

6: muito longa (mais de 10 s)

E já está!

Agora que a prova já não tem segredos para si, é hora de preencher as suas fichas de prova e descobrir os resultados, lendo o código QR no verso do folheto da sua caixa!